Sobre a Circular 08 da administração do Villa Borghese

Em 24 de fevereiro de 2010, dois dias antes da assembléia de condomínio, as caixas de correio dos moradores do Villa Borghese amanheceram com uma circular da administração, onde se lê que o saldo em caixa é de R$ 301.094,29 em conta corrente, além de R$ 264.398,93 na conta do fundo de reserva e, com a proposta de manutenção do valor da cota, continuará em superávit, aumentando cada vez mais esse saldo.

Sabendo-se que o condomínio não tem CNPJ e, portanto, não tem conta em banco, pergunta-se: quem está com esse dinheiro? O síndico? A PROTEL? Quem aufere rendimentos financeiros dessa poupança coletiva ? Os balancetes não contém qualquer informação a esse respeito.

Na mesma circular comunicam que o condomínio possui uma inadimplência acumulada no valor de R$ 592.298,67.

Ora, se mesmo com essa vultosa inadimplência foi possível acumular saldo de mais de 500 mil, é evidente que a cota estabelecida em 2008 já previa um colchão de inadimplência. Em outras palavras, a construtora já sabia que o permutante do terreno (Claudio Macario Construtora Ltda.) não ia pagar condomínio e, portanto, tratou de prevenir-se, propondo uma cota bem maior que o necessário para rateio das despesas ordinárias dos prédios.

Pior, as despesas listadas naquele levantamento feito por ocasião da “instalação antecipada” do condomínio, convocada pela Aterpa em janeiro de 2008, estavam muito majoradas para justificar o rateio nos valores propostos.

Ainda, através dessa mesma circular, soube-se, também, que foi aprovado pelo Conselho um acordo com esse maior devedor, acordo esse que não foi cumprido, ou seja, na assembléia de 2009 esse problema já existia e ninguém falou nada, tampouco se tem notícia de que processaram o devedor pelo descumprimento do acordo.

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