020.02 – ACP – Centro da Barra – Plano Piloto

Centro da Barra

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w1 – Plano Piloto - O Plano-Piloto previa a urbanização da Baixada compreendida entre a Barra da Tijuca, o Pontal de Sernambetiba e Jacarepaguá, foi editado ao tempo do AI-5 pelo Governador Negrão de Lima, pelo Decreto Municipal n° 42 de 23/06/69. O autor do projeto, o arquiteto Lúcio Costa, coordenou a sua implementação na SUDEBAR ‑ Orgão consultivo da Secretária Municipal de Urbanismo (SMU).

w2 – O Planejado Centro da Barra – O Plano de Massa do Centro da Barra, de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer, aprovado em 1°/12/69, pelo processo 07/000.880/69, ainda do Estado da Guanabara, foi adaptado ao previsto no Plano Lúcio Costa. Entre os projetos, havia os do Athaydeville, área que o Decreto Municipal n° 322, de 20 de fevereiro de 1976, instituiu ser a Zona Especial 5 (ZE-5), subdividida em 46 subzonas. A área destinada à implantação do Centro da Barra tornou-se a Subzona A-2, constituída de três porções: a primeira, entre a Avenida Sernambetiba e o Canal de Marapendi; a segunda, entre o Canal de Marapendi e a Avenida das Américas; e a terceira, entre a Avenida das Américas e a Lagoa da Tijuca. O Plano Arquitetônico de Niemeyer previa, entre outras as seguintes características das edificações: torres cilíndricas, sem varandas; proibição expressa de cercamento dos edifícios; ausência de previsão de ruas internas, somente acesso de veículos para os edifícios, ou seja, ausência de restrições para a circulação de pedestres; uma passarela panorâmica, envolvendo uma torre de escritórios, na área compreendida entre as Avenidas Afonso Arinos, Evandro Lins, Américas e Sernambetiba (atual Lúcio Costa) com uma ponte somente para pedestres sobre o Canal de Marapendique seria canalizado, como era usual na época. O Plano Urbanístico previa no Plano de Massa: edificação e vias de acesso (arruamento) em somente 1/3 da área total do loteamento, restando 2/3 como área “non aedificandi”, inclusive na área central no entorno da torre de escritórios, onde havia uma praça no térreo; afastamento entre as edificações proporcional ao numero de pavimentos; afastamento entre os grupamentos de edificações proporcional ao número de edificações.

w3 – O implementado Centro da Barra – O Centro da Barra foi implementado pela Desenvolvimento Engenharia S/A a partir do registro do memorial de incorporação do Loteamento no processo número 07/000.880/69, ainda do Estado da Guanabara, ratificado pelos memoriais de incorporação das primeiras edificações que foram identificadas com letras em 11 grupamentos denominados por “Center”, onde não se previa o arruamento interno para veículos, nem muros delimitando os prédios das demais áreas, destinadas a bosques, clubes, creches e escolas, todas indicadas em frações dos lotes dos grupamentos.